A Operação Maré Vermelha deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (11) revelou a audácia do crime organizado na Bahia. Nesse sentido, as autoridades prenderam 16 suspeitos de integrar uma perigosa facção criminosa com ligações diretas com o Comando Vermelho.
De acordo com as investigações, parte dos criminosos fugiu para outras regiões do país. Apesar da distância geográfica, os líderes continuavam coordenando a venda de drogas e armas no estado baiano através de uma estruturada e engenhosa “modalidade home office”.
Portanto, a ação policial demonstra a necessidade de endurecer o combate contra líderes de facções que utilizam outros estados como escudo para a impunidade.
Bloqueio de R$ 100 milhões e cerco ao crime organizado
Além das prisões físicas, a Operação Maré Vermelha desferiu um duro golpe nas finanças da quadrilha. A Justiça determinou o bloqueio imediato de aproximadamente R$ 100 milhões em bens e contas dos envolvidos.
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Nesta fase, as equipes policiais cumpriram mandados em sete estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais.
Na Bahia, os agentes localizaram 11 dos 16 alvos presos. As diligências ocorreram nas cidades de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Campo Formoso e na Ilha de Itaparica.
Conexão com o Rio de Janeiro e prisões em flagrante
Durante as abordagens em Salvador, a polícia interceptou um dos suspeitos transportando 15 quilos de maconha dentro do próprio veículo. Consequentemente, as autoridades executaram o mandado de prisão preventiva e também o autuaram em flagrante delito por tráfico.
Por outro lado, o núcleo de comando do bando atuava de forma remota no Rio de Janeiro. No estado fluminense, o grupo adota o nome de “Tropa do Surf” ou “Tropa Amaralina”, sob a liderança de Lucas Pereira Mendes, vulgo “Surfista” ou “Thuck”.
Segundo o inquérito, os criminosos invadiram a região de Jacarepaguá, especificamente as comunidades de Rio das Pedras e Gardênia Azul, e transformaram a área em um refúgio estratégico.
Por fim, direto do sudeste, eles mantinham o terror e o controle do tráfico de drogas em redutos soteropolitanos, com forte foco no Complexo do Nordeste de Amaralina.